sexta-feira, 20 de julho de 2012

E se?

Campinas, Fotografia, 2011


... ele pudesse me ver?
... ele pudesse me ouvir?
... ele soubesse que ainda o encontro nos meus sonhos?

... ele soubesse que ainda o procuro em outros olhares?
... ele soubesse que ainda é responsável por horas de insônia?
... ele tivesse ideia das horas que passo diariamente pensando nele?
... ele tivesse ideia das infinitas músicas e poemas que já o ofereci?
... ele tivesse ideia dos momentos que poderíamos passar juntos?
... ele tivesse ideia que minha alma busca incessantemente uma maneira qualquer de traze-lo de volta pra mim?
Estou certa de que essas coisas nem passam pela cabeça dele, como é inocente meu Bem-querer, disse que não queria mais vê-lo e ele acreditou, não sabe que pra mim ele tem gosto de chocolate, daqueles que a gente come, repete e depois bate aquela dor na consciência... não é certo, como diria Rita: "é ilegal, é imoral    ou engorda".
E pra aqueles que sempre me veem desabafar e acreditam que eu mudo de amores como quem muda de roupa, sinto decepciona-los, é sempre ele, é que tem dias que dói mais, e corrói, e arde, e pulsa, e transborda e sei lá mais o que. 
Talvez se eu escrevesse uma música pra ele tocar na sua bateria, ou percussão, como ele mesmo dizia... e eu dissesse na letra nada mais importa,  ele saberia que eu escrevi pra ele, e teria a dimensão desse sentimento, que me fez entender a loucura dos amantes e o exagero dos poetas, na verdade a loucura-exagero dos amantes-poetas.