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terça-feira, 22 de julho de 2014

Não te rendas (Série Corujas IX)

 Óleo sobre painel, 2013


Não te rendas, ainda há tempo
Para voltar e começar de novo,
Aceitar tuas sombras,
E enterrar teus medos,
Soltar o lastro,
Retomar o voo.

Não te rendas, pois a vida é
Continuar a viagem,
Perseguir os sonhos,
Destravar o tempo,
Retirar os escombros,
E destampar o céu.

Não te rendas, por favor, não desistas,
Ainda que o frio queime,
O medo morda,
E o sol se esconda,
Ainda que se cale o vento,
Ainda há fogo em tua alma,
Ainda há vida em teus sonhos.

Porque a vida é tua, e teu também é o desejo,
Porque o quer, e porque te quero,
Porque existe o vinho, e o amor é certo,
Porque não há feridas que o tempo não cure.

Abrir as portas,
Tirar as trancas,
Abandonar as muralhas que te protegeram,
Viver a vida e aceitar o desafio,
Recuperar o riso,
Ensaiar uma canção,
Baixar a guarda e estender as mãos,
Despregar as asas,
E tentar de novo,
Celebrar a vida e retomar os céus.

Não te rendas, por favor, não desistas,
Ainda que o frio queime,
O medo morda,
E o sol se esconda,
Ainda que se cale o vento,
Ainda há fogo em tua alma,
Ainda há vida em teus sonhos.
Porque cada dia é um novo começo,
Porque esta é a hora e o melhor momento,
Porque não estais só, e porque eu te amo.

Tradução do poema "No te rindas" de Mario Benedetti



terça-feira, 8 de julho de 2014

Casulos, lagartas e borboletas...

Óleo sobre tela, 2014.

Acredito que seja típico do Homem, ao alcançar uma vitória relembrar o caminho percorrido até então, todas as dificuldades e incertezas... É muito comum sentir medo de nunca conseguir, quando se esta próximo ao objetivo. As vezes uma curva atrapalha a visão, sem saber o que irá encontrar pela frente muitos desistem. Refletindo ainda a respeito do texto do último post, me pergunto, será que a lagarta sabe quando esta para se transformar em borboleta?
Vivemos em média 80 anos, podendo se estender aos 120... e como os primeiros 10, 20 e 30 anos nos parecem tão definitivos, dá impressão que tudo que for feito nesta fase (ou o que não for feito) definirá o resto de nossas vidas sem chances de reversão. E ainda há tanto para viver... É possível que nesta fase nem sequer tenhamos ainda deixado os nossos casulos, e queremos voar como borboletas cansadas, sem perspectiva...
Há tantos jardins, muitos perfumes, infinitas flores...

sábado, 31 de maio de 2014

O último de maio

Flores, óleo sobre tela, 2007.
 
 
Sou adepta as listas anuais de objetivos e metas há algum tempo, acredito naquela velha máxima "se você não sabe para onde está indo qualquer lugar serve", não que devamos prestar contas da produção obtida como numa empresa, mas os dias parecem cada vez mais curtos e a vida tem muito mais graça quando temos objetivos.
Estamos no fim de Maio, quase metade do ano já passou. É chegada a hora de rever essa lista e considerar o que estamos deixando de lado e como podemos recuperar. Se não puder ser recuperado, devemos então estabelecer novas metas, mais compatíveis com a nossa realidade. Se você não tem o costume de listar, experimente. Há várias maneiras de chegar ao que queremos, nem tudo precisa seguir uma ordem militar, a única maneira que não é válida e ficar esperando as coisas acontecerem sozinhas.
Enquanto o sol nascer e estivermos vivos ainda dá tempo de tentar outra vez... é por isso que a música de Raul Seixas será sempre atual...

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Por que corujas? (Série Corujas V)

Óleo sobre tela, 2014

Pintei a minha primeira coruja a pedido do meu pai, durante três anos a mesma permaneceu solitária, apenas nos observando do corredor. Depois de um tempo já na faculdade, me encomendaram a segunda coruja, um desentendimento fez com que eu nunca entregasse essa coruja para quem a encomendou, mas a partir de então resolvi que faria outras.
As características mais marcantes das corujas são seus olhos expressivos e seus hábitos noturnos. Muitas pessoas não vêem beleza nesta ave, para algumas é um simbolo de mau agouro. Outras acreditam que representa sabedoria. Eu admiro a capacidade de analisar o ambiente pela observação, a coruja pode passar desapercebida, mas ela sabe onde esta e tem um propósito para estar ali.
Cada vez que faço uma nova coruja tenho mais dúvidas se estou observando ou se estou sendo observada.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Alivio pra quem não entende (série corujas IV)

Óleo sobre tela, 2013


"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender.
Entender é sempre limitado.
Mas não entender pode não ter fronteiras.
Sinto que sou muito mais completa quando não entendo.
Não entender, do modo como falo, é um dom.
Não entender, mas não como um simples de espírito.
O bom é ser inteligente e não entender.
É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doída.
É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice.
Só de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco.
Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."

Clarice Lispector

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Em busca do horizonte


Caravela, Óleo sobre tela, 2004
As vezes os caminhos se separam, as vezes os caminhos se cruzam
Umas vezes é pra sempre, outras é pra nunca mais...
Me parece que alguns caminhos possuem imãs de pólos opostos, estão sempre se atraindo
Até formarem uma ponte, que não muda nenhum dos dois mas os complementa
E dá ao caminhante a possibilidade de ficar entre eles e descobrir que juntos formaram um caminho maior, e quanto maior o caminho mais belo o horizonte...

domingo, 20 de novembro de 2011

Hein?

Óleo sobre tela, 2003.

Há surpresas que nos tiram o chão... há surpresas que não são tão inesperadas e mesmo assim causam sofrimento. Há surpresas boas que nos deixam vários dias alegres. Fico em dúvida de qual a melhor sensação: surpreender  de uma maneira boa alguém que amo, ou ser surpreendida?
Quanto as surpresas ruins creio que existem para que a gente possa valorizar as boas... e também pra gente treinar nossa capacidade de "reviver". Do contrário eu realmente não imagino outra finalidade.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Artimanhas...

Óleo sobre painel, 2005.

Mi táctica es mirarte aprender como sos quererte como sos
Mi táctica es hablarte y escucharte construir con palabras un puente indestructible
Mi táctica es quedarme en tu recuerdo no sé cómo ni sé con qué pretexto pero quedarme en vós
Mi táctica es ser franco y saber que sos franca y que no nos vendamos simulacros
para que entre los dos no haya telón ni abismos
Mi estrategia es en cambio más profunda y más simple
Mi estrategia es que un día cualquiera no sé cómo ni sé con qué pretexto por fin me necesites.

Táctica y estrategia - Mario Benedetti 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Série Corujas II

 Óleo sobre tela, 2009.
Tem dias de só observar, de ficar quieta e sentir o ambiente, para  pensar nos próximos passos. Na verdade eu passaria semanas observando as obras do Criador, e meses tentando entender por que algumas pessoas olham todos os dias para o céu e não encontram nada novo. Cada dia tem a sua cor, mesmo os dias tristes tem suas nuances, se não temos encontrado beleza em nossos dias, tornemos-nos como corujas, observemos um  pouco mais, o silêncio aguça a visão e a solidão incomoda, mas pode criar novos sonhos ou mostrar o que esta em nossa frente e a correria ou a rotina não nos permite ver.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Série Corujas

Óleo sobre tela, 2004.

"Qualquer imbecil dotado de um pouco de inteligência é capaz de tornar as coisas maiores, mais complexas e mais violentas. Mas é preciso um toque de gênio - e muita coragem - para caminhar na direção oposta." Albert Einstein

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Quem dera...

Acrílica sobre papel, 2009.

Quem dera pudesse tocar teu rosto, teu corpo, tua mente, teu coração... Mas no fim queria mesmo era tocar um violão e quem sabe a melodia ou a poesia te alcançava aí tão distante onde você esta. Mas se não alcançasse pelo menos aliviaria um pouco da saudade, e do medo e da vontade e acalmaria a voz que grita: - Onde você esta? Mas não sei tocar mente, violão nem coração então me ponho a pintar, ainda bem que pintura é sonho e pra sonhar eu tenho dom.

sábado, 27 de agosto de 2011

Verde-amarelo

Guache sobre papel, 2009.

Para celebrar o sábado de sol.... cores nacionais.