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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Homenagem a Van Gogh

Paisagem com ciprestes (releitura de Van Gogh), desenho (lápis de cor sobre papel), 2014.

Van Gogh (trechos de “Cartas a Theo”):

 “A partir do momento que nos esforcemos em viver sinceramente, tudo irá bem, mesmo que tenhamos inevitavelmente que passar por aflições sinceras e verdadeiras desilusões; cometeremos provavelmente também pesados erros e cumpriremos más ações, mas é verdade que é preferível ter o espirito ardente, por mais que tenhamos que cometer mais erros, do que ser mesquinho e demasiado prudente. É bom amar tanto quanto possamos, pois nisso consiste a verdadeira força, e aquele que ama muito realiza grandes coisas e é capaz, e o que se faz por amor está bem feito. Se só pudéssemos dizer umas poucas palavras, mas que tivessem um sentido, seria melhor que pronunciar muitas que não fossem mais que sons vazios, e que poderiam ser pronunciadas com tanto mais facilidade, quanto menos utilidade tivessem. Se continuarmos a amar sinceramente o que na verdade é digno de amor, e não desperdiçarmos nosso amor em coisas insignificantes, nulas e insípidas, obteremos pouco a pouco mais luz e nos tornaremos mais fortes.
(...)
Independente de qualquer revolução violenta, também haverá uma revolução íntima e secreta nas pessoas, da qual ressurgirá uma nova religião, ou melhor, algo totalmente novo, que não terá nome, mas que terá o mesmo efeito de consolar, de tornar a vida possível...
Não é a emoção, a sinceridade do sentimento da natureza, que nos impele? E se essas emoções são às vezes tão fortes que trabalhamos sem sentir que estamos trabalhando, quando às vezes o toque vem numa sequência e relacionados entre si como as palavras de um discurso ou de uma carta, é preciso lembrar-se então que nem sempre foi assim, e que no futuro haverá muitos dias pesados, sem inspiração.
O que sou eu nos olhos da maioria – uma nulidade ou um homem excêntrico ou desagradável – alguém que não tem uma situação na sociedade e que não terá; enfim, um pouco menos que nada. Bom suponha que seja exatamente assim, então eu gostaria de mostrar por minha obra o que existe no coração de tal ‘excêntrico’, de tal nulidade. Esta é a minha ambição. Ainda que frequentemente eu esteja na miséria há, contudo, em mim, uma harmonia e uma música calma e pura. Na mais pobre casinha, no mais sórdido cantinho, vejo quadros e desenhos. E meu espirito vai nesta direção por um impulso irresistível. Não é tanto a língua dos pintores, mas a língua da natureza que é preciso dar ouvidos. Sentir as coisas, a realidade, é mais importante que sentir os quadros. Porque tenho da arte e da própria vida, de quem a arte é essência, um sentimento tão vasto e tão amplo, que acho irritante e falso quando vejo pessoas posando de acadêmicos. Em todo caso, se as pessoas acham bom ou ruim o que faço e como faço, de minha parte eu não vejo outro partido a tomar além de lutar com a natureza por tanto tempo quanto necessário porquanto ela me confiar seus segredos.”

sábado, 16 de agosto de 2014

Ah se você soubesse

Thiago, desenho (lápis de cor sobre papel) 2013.

Ah, se você soubesse quantas noites eu já sonhei com esses olhos, de um castanho transparente que não se vê por aí, e quantas vezes eu estremeci ao sentir você perto de mim, ah se você soubesse que quando mostra seu carinho por mim coloca poesia em tudo que faço por dias, ah se você soubesse...
Ah se você pudesse imaginar quanta inspiração é capaz de me causar, e quantas músicas eu cantaria pra você se tivesse o dom de cantar e quantos poemas eu te dedicaria se eu tivesse o dom da poesia, e quantas vezes eu te desenharia se você posasse pra mim...
Ah se você pudesse supor o quanto a sua voz no meu ouvido é capaz de despertar os meus sentidos, ah se você pudesse supor o quanto cada dia com você é mais intenso, ah se você pudesse supor...
 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Falaria Capitu?

Miriany, Desenho (lápis de cor sobre papel), 2013.
 
Se pudesse falar o que diria Capitu? Que passaria na mente e na alma daquela que possuía os olhos de ressaca? Que diria de si? Talvez seus olhos tenham ofuscado sua voz... Que distância há entre o coração e a língua? Para muitos uma distância muito pequena, para outros quilômetros, há aqueles que tem o coração mais próximo das mãos do que da língua e gritam através de criações confissões que dificilmente serão compreendidas e decifradas, pobres daqueles que acreditam esgotar as possibilidades de compreensão de um trabalho artístico. Esses que tem o coração tão próximos as mãos também amam com os dedos, procuram detalhes do ser amado que outros não se interessariam.
Por que muitos artistas sentem dificuldades em falar sobre o seu trabalho? Porque não podem. Alguns explicam mostrando, explicam com as mãos. Afinal falar bem nem sempre é sinal de ser compreendido, o interlocutor é imprevisível.
Por que tantos artistas alcançam o ápice de seu trabalho durante uma crise?
Não ousaria supor o que passaria na mente de Capitu, mas certamente tinha o coração mais próximo dos olhos...

terça-feira, 3 de junho de 2014

Dicas de como aliviar a tristeza (Série Corujas VIII)

Desenho (Giz pastel seco), 2013


Se você esta chateado, você pode testar estes métodos para melhorar:

  • Mergulhe no seu trabalho, seja ele qual for, de maneira a não conseguir pensar em mais nada, até a estafa, até cair, e adquira de graça alguma frustração por ainda ter aquela velha esperança que isso te traga algum reconhecimento, quando na verdade trará mais trabalho e ainda leve de brinde madrugadas em claro...
  • Coma muito, inclusive doces, desperte seu cérebro para o prazer da comida, ou não coma nada, nadinha mesmo nem aquela bolacha de água e sal sem margarina, nas duas opções leve de graça para a sua vida distúrbios alimentares...
  • Faça muitos exercícios físicos, exercite-se exaustivamente, adquira lesões em seus músculos...
  • Saia para fazer compras, coisa chique, compre aquela roupa que você sempre quis mas nunca achou que valia tanto, ou melhor compre um carro, quer felicidade maior que não depender de ônibus, e neste caso você só levará para casa uma dívida que vai te custar mais trabalho para pagar.
  • Você pode ainda se dedicar a uma crença, daquelas que mudam sua vida e seus costumes, seus amigos e até seu cachorro, mas as consequências depende muito de cada crença, você pode contar-nos depois nos comentários.
 Enfim, de você já tentou tudo isso, ou não gostou de nenhuma das opções, não entre em desespero, existe outra maneira, você pode procurar a raiz do problema e se empenhar para resolver, agir de forma madura e adquirir uma coisinha simples que alguns chamam paz de espírito... fica a dica ^^.

domingo, 13 de abril de 2014

Capitu sob novos olhos

Alice, Desenho (lápis de cor), 2013

Quem é Capitu que nos olha em preto e branco em diferentes faces?
Capitu é um fio do tempo da infância até a maturidade? O ser presença em silêncio?
Quem é Capitu nos tempos? Figura do feminino que não revela nem se identifica. Está. É.  Quem? Todas e nenhuma?
Território de impressões guardadas e não reveladas, não por segredo, mas falar para quê?  Não reveladas e material que compõe a tessitura de sentidos e compreensões. Quanto conhecimento guarda cada Capitu, dai o olhar franco e direto sempre?  E olhar que estende sempre um pouco mais e mais para adiante a fronteira da ignorância. Sim porque o mundo de Capitu é vasto, mas mais vasto o mundo já disse o poeta.
Grande coragem de não ter defesa e olhar.  Grande coragem em ousar a experiência de ser.
Ser quem? Talvez nem Machado de Assis o soubesse ao fazer dessa personagem um pedaço do mistério que é a própria Vida que nos abisma e espanta sempre se não estivermos entorpecidos pelas máscaras de identidade que nos impedem de olhar, de ser presença, ser território de compreensões e silêncios para a alegria e encontro.

É ela o espelho de nosso silêncio e alegre porque em comunhão com todos? Ela não está só porque está conosco, será isso seu mistério?


Enillis

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Ansiar - Série Corujas VI

Desenho (giz pastel seco sobre papelão), 2014


As palavras possuem significados, mas quem dita a intensidade somos nós, NÓS ENFATIZAMOS ALGO, ou minimizamos, pela maneira de falar, escrever e gestualizar. 
O tempo escorre por entre meus dedos e eu me divido entre ler o último capítulo de um livro e terminar este texto. Tudo isso por conta de uma palavra: "ansiar", a autora do livro traz o significado 'desejar fortemente' para esta palavra. Quantas vezes a gente escuta: 'controle a ansiedade' 'não seja ansioso' 'isso é pura ansiedade'... e se a gente substituísse essas expressões por: 'controle o forte desejo' 'não deseje fortemente' 'isso é desejo forte'...
Parece que no resultado final o sentido muda.A ansiedade me traz também a ideia de sede, quando sentimos sede de verdade, fazemos o que for preciso para beber água, muitas coisas podem e deveriam ser ansiadas. Se todos os nossos projetos e ideias fossem ansiados, fortemente desejados, certamente a grande maioria seria  concluída. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O tempo segundo um pensador

Wesley, Desenho (lápis de cor sobre papel), 2013.

" Admiro-me quando vejo alguns pedindo tempo e aqueles a quem se pede serem complacentes; ambos consideram que o tempo pedido não é tempo mesmo: parece que nada é pedido e nada é dado. Joga-se com a coisa mais preciosa de todas, porém ela lhes escapa sem que percebam, já que é incorporal e algo que não está sob os olhos, por isso é considerada desprezível e nenhum valor lhe é dado. 
Os homens recebem pensões e aluguéis com prazer e concentram nessas coisas suas preocupações, esforços e cuidados. Ninguém valoriza o tempo, faz-se uso dele muito largamente como se fosse gratuito. Porém, quando doentes, se estão próximos da morte, jogam-se aos pés dos médicos. Ou, se temem a pena capital, estão preparados para gastar todos os seus bens para viver, tamanha é a confusão de seus sentimentos!
Se pudéssemos apresentar a cada um a conta dos seus anos futuros, da mesma forma que se faz com os que já passaram, como tremeriam aqueles que vissem restar-lhes poucos anos e como os economizariam! Pois, se é fácil administrar o que, embora pouco, é certo, deve-se conservar com muito mais cuidado o que não se pode saber quando acabará."

Sêneca

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

e que olhos...


Thiago Elias, Desenho, 2013


" Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são os teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos
Não quero ser... sem que me olhes
Abro mão da primavera para que continues me olhando."

Pablo Neruda

sábado, 14 de setembro de 2013

Tem que ser agora! (Série Corujas III)

Desenho (Giz pastel seco sobre papelão), 2013



O meu traço tem urgência... tem sede, tem fome e tem vida própria.
O meu traço esta em minhas mãos, diretamente ligado a meus ossos, minhas veias e artérias que dão no coração e recebem mensagens da mente.
O meu traço grita, quer sair, quer liberdade. Vem em desenho, vem em poema, vem em prosa ora veja!
Vem nas horas inesperadas e não pode ser dominado.
Por muito tempo eu chamei meu traço e ele se escondeu em algum lugar longincuo... 
Mas agora ele esta aqui e toma conta de mim!

terça-feira, 30 de julho de 2013

... Auto-retrato... ...

Desenho (lápis de cor), 2013
Demora um tempo, alguns tombos, algumas perdas e a gente aprende que existem coisas que não merecem nosso interesse... por outro lado aprendemos também que os momentos bons devem ser aproveitados com toda intensidade possível, eles também passam e o próximo minuto ainda é algo imprevisível. Ainda bem que muitos conseguem visualizar isso tudo, mas só aprender não é suficiente, todo aprendizado só é devidamente fixado em nossa mente e alma quando colocamos em prática. 
Eu entendi, mas por um tempo não pratiquei, hoje posso dizer que vivo intensamente, que não tenho medo da felicidade, que respeito o tempo da tristeza, e que tenho ao meu lado pessoas para chorar e rir comigo, rir de felicidade e rir de tristeza, chorar de tristeza e chorar de felicidade, por que a cima de tudo o bom de estar vivo esta em lembrar que Deus criou todas as coisas e a folha de uma árvore não é idêntica a outra folha da mesma árvore, então se somos todos tão diferentes a vida não tem que ser a mesma pra todo mundo, cada um tem sua história e cada história pode ser construída e re-vista, acrescente o que falta, retire o que esta pesando, não baseie a sua vida na vida de outras pessoas, podemos ser todos parte da mesma árvore, mas ninguém sabe quem vai cair na próxima brisa.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Retratos 1



Duda, Desenho, 2013


A partir de hoje, iniciarei a postagem de uma série de retratos que me foram encomendados, além das publicações habituais.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Afinal o último é sempre o mais intenso...

Estudo de homem 1, desenho: lápis de cor sobre papel, 2012 

Assim eu quereria meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais.
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas.
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume.
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos.
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

O último poema- Manuel Bandeira

sábado, 18 de agosto de 2012

Entre Lautrec e Jeneci....

Giz Pastel Seco sobre papel, 2011


Quem me diz da estrada que não cabe onde termina, da luz que cega quando te ilumina,
da pergunta que emudece o coração
Quantas são as dores e alegrias de uma vida jogadas na explosão de tantas vidas
vezes tudo que não cabe no querer
Vai saber se olhando bem no rosto do impossível o véu, o vento o alvo invisível
se desvenda o que nos une ainda assim
A gente é feito pra acabar, a gente é feito pra dizer que sim
A gente é feito pra caber no mar e isso nunca vai ter fim....


Feita pra acabar- Marcelo Jeneci  

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Acho que não disse, digo agora


Thiago Crepaldi e Thaís Cristina Pinheiro, Desenho, 2012
Se fosse você melhor, seria overdose
Se fosse você pior, seria apenas mais uma dose
Mas você é na medida a preferida, a amada para sempre, a definitiva mulher 
A que se quer
Aquela que não é ocasional 
Para o bem ou para o mal
Usufruto
O verdadeiro amor, na plenitude e no luto

Ulisses Tavares

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Bailarina

Desenho (lápis de cor sobre papel) , 2011.

Existem pessoas que não podemos deixar de homenagear, hoje agradeço pela vida de Luciana Mota. E este desenho que acaba de sair do forno, é a minha forma de dizer Lú eu amo você.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Desenho

Desenho (caneta sobre papel), 2009.

O desenho como forma de expressão e como busca natural do ser.