Vista do terraço - Universidade Paulista, Fotografia, 2013
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Houve um tempo em que o desenho e a pintura eram como uma válvula de escape pra mim... será que um dia isso pode voltar a ocorrer?
Um novo ano se iniciará e quero registrar aqui meus desejos, porque os papéis se perdem, molham, rasgam... e a nossa memória é rasa, a gente esquece.
Desejo que meu trabalho fale por mim, desejo tocar o coração e alma das pessoas, desejo que qualquer cópia que eu venha a realizar seja apenas para evolução de técnica e de observação, desejo um espaço e um tempo para o meu trabalho, desejo ver mais os trabalhos de outras pessoas, que eu admire ou não...
Desejo o cheiro da tinta molhada, a textura rugosa da tela e o som do pincel encostando na tela ainda sem tinta... Desejo explorar as possibilidades do giz e do lápis de cor e da câmera fotográfica.
Ficar longe da arte é como manter um corpo sem alma...
Também quero desenhar um livro, pintar um filho e fotografar uma árvore, além de escrever um desenho, ter um quadro e plantar uma fotografia...
Na infância eu considerei a arte uma brincadeira, na adolescência um dom, hoje considero um caminho, aqueles que andaram por ele e retornaram por algum motivo sempre terão uma sensação estranha como se estivessem perdidos, andam por outros caminhos, mas falta o horizonte, falta o sol nascente e a lua cheia, falta as cores do mar.










