segunda-feira, 24 de março de 2014

De graça...

Ubatuba, Fotografia e Manipulação digital,  2014.


Normalmente são quatro ou cinco anos e enfim depois de trabalhos intermináveis e provas que pareciam impossíveis a gente se forma, uma sensação de dever comprido e cumprido, uma breve alegria nos toma... eis que alguns meses depois entramos para as estatísticas brasileiras dos graduados que não atuam na área para a qual se formaram, ou nem emprego tem. E a sociedade cobra, amigos, parentes e pessoas que acabaram de te conhecer trazem a pergunta do mal: - E por que você não trabalha na área?
Então sempre que você ouve essa pergunta ela fica na sua cabeça por vários dias, nesses, seu emprego ou desemprego atual se torna o pior de todos os outros. Enfim você estudou não é? Não deveria ganhar bem mais? Não deveria ter dinheiro para comprar seu próprio carro? Não deveria trabalhar bem menos e com algo que lhe trouxesse infinito prazer? 
Talvez você não tenha escolhido a profissão certa, é claro que este post não se refere aos médicos, advogados ou engenheiros... 
Afinal se utilizarmos a lógica veremos que todas as vezes que demos o melhor de nós mesmos, alcançamos os nossos objetivos não é? Não? Tem certeza? Por acaso alguma vez você se esforçou além do que poderia e não conseguiu o que queria? Bem vindo ao mundo humano.
Um mundo com bilhões de habitantes em que nenhum deles possui a mesma composição genética, a mesma digital, as mesmas condições, as mesmas oportunidades e a mesmas necessidades. Ainda bem! 
Pode ser que eu lhe cause mais uma decepção, te disseram que a felicidade esta em comprar coisas, como você será uma pessoa feliz se não tiver uma casa, um carro e muito conforto?  
Sexta-feira ouvi pela primeira vez o álbum de Marcelo Jeneci "De Graça"... São tantas coisas boas que vem de graça,  que me senti até envergonhada, por dar tanta atenção a coisas supérfluas. Um dia a gente morre e aquele carro que demoramos anos para conquistar, trabalhando horas, economizando, ouvindo desaforos não nos leva para um lugar melhor, mas com certeza os abraços que distribuímos deixam marcas e continuam fazendo efeito por muitos anos, e os momentos que dedicamos a quem amamos, estes são os melhores momentos e são os momentos pelos quais devemos viver. 



domingo, 16 de março de 2014

Seguindo um sonho


Hortolândia,  Fotografia, 2009.


"Após muitos anos de pobreza, algo que jamais enfraqueceu sua fé, Rabi Aizik sonhou que alguém lhe pedia que fosse a Praga procurar um tesouro escondido sob uma ponte que conduz ao palácio.
Quando o sonho se repetiu pela terceira vez, Aizik se preparou  para a viagem e partiu para Praga. Mas a ponte era vigiada dia e noite, e ele não se atrevia a cavar. No entanto, ia lá todas as manhãs e ficava dando voltas pelas redondezas até que escurecesse.
Finalmente o capitão da guarda perguntou-lhe se estava procurando alguma coisa ou esperando alguém.
Rabi Aiziki contou-lhe o sonho. O capitão riu.
- Quer dizer que para obedecer a um sonho você veio até aqui? Se eu acreditasse nos meus sonhos, teria ido até Cracóvia! Uma vez sonhei que deveria ir até lá, cavar o chão do quarto de um judeu chamado Aizik, filho de um tal de Iekel. Posso imaginar o que teria acontecido. Eu teria tentado em todas as casas dali, onde uma metade chama Aizik e a outra, Iekel!
Aizik então se despediu e viajou de volta para casa. Cavou o chão do quarto, encontrou o tesouro e construiu um lugar de oração que se chama 'El Shul de Reb Aizik'."


Martin Buber

terça-feira, 4 de março de 2014

Capitu continuação...


Gostaria de agradecer a todos que visitaram minha exposição na Agência de Formação Profissional da Unicamp, e vem acompanhando meu trabalho através do blog, lembrando que esta exposição permanece até dia 07 de março. Aproveito a oportunidade para deixar-lhes o convite da próxima exposição no Centro Cultural de Inclusão e Integração Social, com abertura no próximo dia 11. Ambas proporcionadas pelo Espaço de Arte da CDC.



"Os sonhos do acordado são como os outros sonhos, tecem-se pelo desenho das nossas inclinações e das nossas recordações."   Trecho do livro - Dom Casmurro