sábado, 6 de julho de 2013

Sobre libélulas e corujas...




Exposição: SOBRE LIBÉLULAS E CORUJAS
Artista NATÁLIA MARTINS 
07 de Julho a 02 de agosto 2013
2ª a sexta das 08 às 18h
Aos Sábados das 08 às 12h
Rua Dr. Quirino, 1223
Campinas, Centro


Não nos enganemos com a fragilidade que constrói a tessitura da ternura. Libélulas o que são além de instantes dessa verdade na densidade do mundo? E verdade inteira nesse pedacinho de vida.
Não há como se defender, a leveza é sua determinação, qualquer defesa seria um empecilho para o que tem que ser: um instante, um movimento. Leveza percorrendo os humores do mundo sem se esquivar, sem se deter, mas existindo no que se é. Liberdade.
Eis o flagrante nas gravuras de Natália. Libélulas que voam, libélulas que são. A liberdade do ser que transpassa com suas asas transparências as atmosferas humores para permanecer fiel a si. E se nas gravuras há esse revelar, as corujas explodem em cores e observam. A atenção que absorve essa atmosfera e brilha o olhar que mira, que nos mira. E eis que somos presa de nossa fragilidade – contudo, quantas cascas a deixar para sentir nossa leveza e seguir no que temos/ podemos ser...  A coruja não é instantes, tem tempo e pode contemplar como ultrapassamos os humores do mundo... encharcada de cores, das cores de nossas atmosferas internas.
EniIlis

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Correr... uma metáfora

Maranduba, Fotografia, 2013

Nunca havia parado para pensar no verdadeiro sentido da expressão: " correr atrás de um objetivo". É claro que já corri atrás de objetivos antes, entretanto nunca tinha refletido no motivo real dessa metáfora, somente depois de algum tempo correndo literalmente, compreendi.
Quando você corre, há dias em que seu corpo esta mais disposto e isso permite alcançar uma distância maior, há também dias de desanimo, nesses o rendimento é menor, mas ainda sim há rendimento. Quando você corre, não pode ter certeza do que encontrará depois da  próxima curva, embora possa imaginar seu destino, dependendo da distancia não poderá visualiza-lo. Quando você tem um objetivo, sonha com um resultado, mas estando longe não visualiza, a ideia é não desviar do caminho.
Os corredores traçam um caminho, estipulam um tempo, descansam, hidratam-se, alimentam-se e são atentos aos sinais de fadiga, porque sabem que podem até demorar um pouco mais, mas o corpo deverá estar inteiro quando chegar lá.
Esses atletas seguem uma regularidade de treinos, isso aumenta a resistência do corpo. Correr atrás de algo também é seguir um treino constante, exige força, disciplina, persistência e preparo. Afinal ninguém começa a correr num dia e no outro completa uma maratona.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Retratos 1



Duda, Desenho, 2013


A partir de hoje, iniciarei a postagem de uma série de retratos que me foram encomendados, além das publicações habituais.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Sobre...



Praia da Fortaleza- Ubatuba, Fotografia, 2012

Sobre uma sensação que não pode ser explicada... 
Sobre uma felicidade que não se sabe como e quando vem...
Sobre alegrias que só se conhecia de ouvir falar...
Sobre sonhos que se realizam...
Sobre alguém que surge e dá sentido ao que estava esquecido...

...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Impulso

Hortolândia, Fotografia, 2011.

Procurei palavras o dia todo, cansada, resolvi procurar frases prontas, também não encontrei. Então resolvi que devia desabafar com alguém, mas sem palavras e frases como faria isso? Cheguei a uma conclusão devo estudar Física, eu quero tanta coisa e eu tenho a tal força potencial me falta um tal de impulso, onde eu consigo isso? Dias sem impulso, deixam a consciência pesada e os outros dias da semana sobrecarregados. Tenho poucas horas, muitas tarefas a serem feitas, nenhum impulso... E pra ajudar aquela saudadezinha que teima em continuar aqui, saudadezinha medíocre, nem pra me fazer chorar serve! Quando a gente chora a dor ameniza, muitas vezes desaparece por um tempo, mas quando a gente não chora ela fica e atrapalha tudo que a gente faz.... No meio do caminho tinha uma pedra... No meio do caminho tinha uma saudadezinha, pequenininha, assim do tamanho de um botão... 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Depois da saudade



 Diene Neves (série Capitu), 2012

Ainda bem que um dia a saudade ameniza, aos poucos o vento forte e a tempestade vão se tornando brisa, a gente ainda sente mais é suave o suficiente para lembrar que ela esta ali, as lembranças mesmo um tanto quanto recentes, tornam-se como lembranças infantis, um pouco confusas, nebulosas... um sorriso que era tão claro e marcante, juntamente com aqueles olhos que você não se cansava de olhar, se apagam aos poucos, e que dizer do cheiro e da voz? Da presença e das sensações causadas?
Agora eu quase choro, mas antes de chegar, o choro já se foi... estou apenas com o vazio que você deixou, então ouço muitas músicas que falam do que eu sinto em vozes e melodias diferentes, quero que estas musicas me inundem, quero que me completem, quero que preencham o vazio, que tomem meu pensamento e me tragam a esperança de um dia amar outra pessoa. Mais do que tudo quero acreditar que não se ama só uma vez...