sábado, 14 de setembro de 2013

Tem que ser agora! (Série Corujas III)

Desenho (Giz pastel seco sobre papelão), 2013



O meu traço tem urgência... tem sede, tem fome e tem vida própria.
O meu traço esta em minhas mãos, diretamente ligado a meus ossos, minhas veias e artérias que dão no coração e recebem mensagens da mente.
O meu traço grita, quer sair, quer liberdade. Vem em desenho, vem em poema, vem em prosa ora veja!
Vem nas horas inesperadas e não pode ser dominado.
Por muito tempo eu chamei meu traço e ele se escondeu em algum lugar longincuo... 
Mas agora ele esta aqui e toma conta de mim!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Enfim...

Campinas, Fotografia, 2011


"O que se aprende na maturidade não são coisas simples, como adquirir habilidades e informações. Aprende-se a não voltar ater condutas autodestrutivas, a não desperdiçar energia por conta da ansiedade. Descobre-se como dominar as tensões e que o ressentimento e a autocomiseração são duas das drogas mais tóxicas. Aprende-se, que o mundo adora o talento, mas recompensa o caráter. Entende-se que quase todas as pessoas não estão a nosso favor nem contra nós, mas absortas em si mesmas. Aprende-se, finalmente, que por maior que seja nosso empenho em agradar os demais, sempre haverá pessoas que não nos amam. Trata-se de uma dura lição no início, mas que no fim se mostra muito tranquilizadora."

John W. Gardner

domingo, 18 de agosto de 2013

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Arena Barueri - São Paulo, Fotografia, 2012


Hoje eu só tenho uma pergunta: para onde foram os desenhos das nuvens? Antigamente as nuvens formavam desenhos, seus lábios formavam um sorriso, sua voz trazia melodia... Você não se afastava de mim, pois não poderia...
Para Nietzche "Quem deseja aprender a voar deve primeiro aprender a caminhar, a correr, a escalar e a dançar. Não se aprende a voar voando.", e o que nos desperta a vontade de voar? Não seriam os desenhos das nuvens? Se a beleza do céu se desfizer, qual será meu objetivo? Ainda que me reste a solitária lua, e algumas vezes estrelas ao anoitecer, ainda assim sentirei saudades... Saudade infinita do tempo dos desenhos nas nuvens, nesse tempo eu poderia ser tudo que minha imaginação permitia...

domingo, 11 de agosto de 2013

Palavras de sabedoria de um Imperador...

Sumaré, Fotografia, 2012


"Ainda que tuas forças pareçam insuficientes para a tarefa que tens diante de ti, não assumas que está fora do alcance dos poderes humanos. Se algo está dentro da capacidade do homem, crê : também está dentro das tuas possibilidades."

Marco Aurélio 

terça-feira, 30 de julho de 2013

... Auto-retrato... ...

Desenho (lápis de cor), 2013
Demora um tempo, alguns tombos, algumas perdas e a gente aprende que existem coisas que não merecem nosso interesse... por outro lado aprendemos também que os momentos bons devem ser aproveitados com toda intensidade possível, eles também passam e o próximo minuto ainda é algo imprevisível. Ainda bem que muitos conseguem visualizar isso tudo, mas só aprender não é suficiente, todo aprendizado só é devidamente fixado em nossa mente e alma quando colocamos em prática. 
Eu entendi, mas por um tempo não pratiquei, hoje posso dizer que vivo intensamente, que não tenho medo da felicidade, que respeito o tempo da tristeza, e que tenho ao meu lado pessoas para chorar e rir comigo, rir de felicidade e rir de tristeza, chorar de tristeza e chorar de felicidade, por que a cima de tudo o bom de estar vivo esta em lembrar que Deus criou todas as coisas e a folha de uma árvore não é idêntica a outra folha da mesma árvore, então se somos todos tão diferentes a vida não tem que ser a mesma pra todo mundo, cada um tem sua história e cada história pode ser construída e re-vista, acrescente o que falta, retire o que esta pesando, não baseie a sua vida na vida de outras pessoas, podemos ser todos parte da mesma árvore, mas ninguém sabe quem vai cair na próxima brisa.

sábado, 13 de julho de 2013

A essência da tempestade

Gravura em metal (água-forte), 2012


"Ás vezes, o destino é como uma tempestade de areia que o faz mudar de direção. Você pode tomar outro caminho, mas o fenômeno o atrapalha. Você volta e muda de rumo, mas a intempérie o desvia novamente. Ela brinca por cima de você como uma agourenta dança com a morte pouco antes da aurora. Por quê? Porque a tempestade não é algo que sopra longe, algo que não tem nada a ver com você. Essa tempestade é você. É algo dentro de você. Assim tudo o que se pode fazer é render-se a ela, andar a passos firmes em meio a ela, fechando os olhos e protegendo os ouvidos, e caminhar através dela, um passo de cada vez. Dentro da tempestade não brilha o sol nem a lua, não há direção nem sensação de tempo. Só há a fina e branca areia redemoinhando-se para o céu como ossos pulverizados. (...)
E, uma vez amainada a tempestade, você não se lembrará de como se livrou dela, de como conseguiu sobreviver. Na verdade, não terá certeza de que a tempestade realmente cessou. Mas uma coisa é certa: quando sair da tempestade, você já não será mais o mesmo que caminhou por dentro dela. Essa é a essência da tempestade."

Franz Kafka

sábado, 6 de julho de 2013

Sobre libélulas e corujas...




Exposição: SOBRE LIBÉLULAS E CORUJAS
Artista NATÁLIA MARTINS 
07 de Julho a 02 de agosto 2013
2ª a sexta das 08 às 18h
Aos Sábados das 08 às 12h
Rua Dr. Quirino, 1223
Campinas, Centro


Não nos enganemos com a fragilidade que constrói a tessitura da ternura. Libélulas o que são além de instantes dessa verdade na densidade do mundo? E verdade inteira nesse pedacinho de vida.
Não há como se defender, a leveza é sua determinação, qualquer defesa seria um empecilho para o que tem que ser: um instante, um movimento. Leveza percorrendo os humores do mundo sem se esquivar, sem se deter, mas existindo no que se é. Liberdade.
Eis o flagrante nas gravuras de Natália. Libélulas que voam, libélulas que são. A liberdade do ser que transpassa com suas asas transparências as atmosferas humores para permanecer fiel a si. E se nas gravuras há esse revelar, as corujas explodem em cores e observam. A atenção que absorve essa atmosfera e brilha o olhar que mira, que nos mira. E eis que somos presa de nossa fragilidade – contudo, quantas cascas a deixar para sentir nossa leveza e seguir no que temos/ podemos ser...  A coruja não é instantes, tem tempo e pode contemplar como ultrapassamos os humores do mundo... encharcada de cores, das cores de nossas atmosferas internas.
EniIlis