domingo, 20 de novembro de 2011

Hein?

Óleo sobre tela, 2003.

Há surpresas que nos tiram o chão... há surpresas que não são tão inesperadas e mesmo assim causam sofrimento. Há surpresas boas que nos deixam vários dias alegres. Fico em dúvida de qual a melhor sensação: surpreender  de uma maneira boa alguém que amo, ou ser surpreendida?
Quanto as surpresas ruins creio que existem para que a gente possa valorizar as boas... e também pra gente treinar nossa capacidade de "reviver". Do contrário eu realmente não imagino outra finalidade.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Artimanhas...

Óleo sobre painel, 2005.

Mi táctica es mirarte aprender como sos quererte como sos
Mi táctica es hablarte y escucharte construir con palabras un puente indestructible
Mi táctica es quedarme en tu recuerdo no sé cómo ni sé con qué pretexto pero quedarme en vós
Mi táctica es ser franco y saber que sos franca y que no nos vendamos simulacros
para que entre los dos no haya telón ni abismos
Mi estrategia es en cambio más profunda y más simple
Mi estrategia es que un día cualquiera no sé cómo ni sé con qué pretexto por fin me necesites.

Táctica y estrategia - Mario Benedetti 

sábado, 5 de novembro de 2011

E agora?

Instituto de Artes- UNICAMP, Fotografia, 2010

O amor quando começa é sempre maior que da última vez, a diferença é que com o tempo ficamos mais sensíveis ao fim, pode ser que a determinação de lutar diminua diante das decepções. Então o que te é tão precioso escapa pelos dedos e você se pergunta outra vez: valeu a pena? Tudo depende do que realmente importa pra você, tem gente que foge do amor para não sofrer, tem gente que mesmo sabendo que vai sofrer (porque infelizmente algumas vezes isso é previsível) vive e depois sofre e promete pra si mesmo que nunca mais  vai se envolver de novo... mas o tempo passa e lá está o individuo apaixonado outra vez, é como viver numa montanha russa. Tenho me perguntado se prefiro a montanha russa ou a "paz"...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Descobrindo Lenine

Praia da Fortaleza - Ubatuba, Fotografia, 2010

Daqui desse momento do meu olhar pra fora o mundo é só miragem
A sombra do futuro a sobra do passado assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda em nossa recompensa?
Quando eu olhar pro lado eu quero estar cercado só de quem me interessa.

Às vezes é o instante, a tarde faz silêncio e o vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade de um tempo que ainda não passou
Me traz o seu sossego, atrasa meu relógio, acalma a minha pressa
Me dá sua palavra, sussurra em meu ouvido só o que me interessa

A lógica do vento, o caos do pensamento, a paz na solidão...
A órbita do tempo, a pausa do retrato, a voz da intuição...
A curva do universo, a fórmula do acaso, o alcance da promessa...
O salto do desejo, o agora e o infinito... só o que me interessa.

É o que me interessa- Lenine

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Série Corujas II

 Óleo sobre tela, 2009.
Tem dias de só observar, de ficar quieta e sentir o ambiente, para  pensar nos próximos passos. Na verdade eu passaria semanas observando as obras do Criador, e meses tentando entender por que algumas pessoas olham todos os dias para o céu e não encontram nada novo. Cada dia tem a sua cor, mesmo os dias tristes tem suas nuances, se não temos encontrado beleza em nossos dias, tornemos-nos como corujas, observemos um  pouco mais, o silêncio aguça a visão e a solidão incomoda, mas pode criar novos sonhos ou mostrar o que esta em nossa frente e a correria ou a rotina não nos permite ver.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Poeminha


Sabrina Travençolo, Fotografia, 2011.

TRADUZIR-SE


Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -

será arte?



Ferreira Gullar

domingo, 16 de outubro de 2011

Sol...

Terminal Barão Geraldo, Fotografia, 2010.

Parafraseando Vinicius de Moraes: "Que a chuva me desculpe, mas o sol é fundamental"... E no fim do dia ver o sol se despedir tão distante e tão intenso ao mesmo tempo, nos absorve.