domingo, 22 de abril de 2012

Necessidade



Todos os dias desenhar é preciso, tem dias que desenhar é imprescindível. Saudades do lápis, do giz,   da caneta, do pincel e do papel, de ver o traço começar no infinito e adquirir forma. Desenho é pensamento, expressão e refúgio, quem faz sente um alivio de um grito que começa na alma, quem vê, para, por um momento mergulha numa espécie de sonho e volta, a maior satisfação para quem desenha é perceber que conseguiu compartilhar seu sonho com alguém mesmo que este tenha sido um triste pesadelo.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Sonho meu... X... Perfeito!

Praia da Fortaleza - Ubatuba, Fotografia, 2012

Estava pensando nas vezes que já abandonei o barco na hora de ter que sair da calmaria da baía e enfrentar o além-mar. Julgava-me inexperiente para me guiar pelas estrelas, fraca demais para remar contra a maré, inconstante demais para não enjoar e sempre optava por ficar. Agora, o mar novamente se aproxima e junto a necessidade de fazer escolhas. Estou muito assustada. E não é por temer os segredos e incertezas que se escondem no grande mar, e sim porque, dessa vez, estou muito curiosa e inclinada a saber o que há do lado de lá...
Ana e o Mar - Anaclara de Castro

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Desejos

Campinas, Fotografia, 2011.


Dizem que em uma relação amorosa alguém sempre ama mais. Creio que isso seja uma verdade, embora seja muito difícil saber quem é o maior beneficiado, já que as pessoas possuem diferentes formas de expressar esse sentimento.
Alguns reclamam que se sentem sempre esse individuo, aquele que mais ama, mas será que esses estão preparados para receber um amor maior? Será que saberiam reconhecer se esse amor estivesse diante deles? Será que saberiam valorizar ou simplesmente diriam: agora é a minha vez de humilhar? Temos que cuidar dos nossos desejos, as vezes eles acontecem.
 Duro é descobrir que não se esta preparado para algo tão esperado. Triste é ter nas mãos o que tanto deseja e simplesmente não saber, doloroso é descobrir depois de perder e infeliz é ter, perder e nunca descobrir que teve.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

... Resistência

Hortolândia, Fotografia e Manipulação, 2011.

O mundo esta em guerra.
Qual sua palavra bélica?
Onde o seu amor emperra?
A guerra começa na sua terra.
Na casa do cotidiano.
No quintal do seu pensamento - insano.
Depois, vira fala.
E cresce em ato mesquinho.
E você atira, sem bala, no inimigo - seu vizinho.
O mundo está em guerra. 
Qual seu verbo que mata?
Qual seu gesto que enterra?

A sua parte - Carmen Moreno

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Em busca do horizonte


Caravela, Óleo sobre tela, 2004
As vezes os caminhos se separam, as vezes os caminhos se cruzam
Umas vezes é pra sempre, outras é pra nunca mais...
Me parece que alguns caminhos possuem imãs de pólos opostos, estão sempre se atraindo
Até formarem uma ponte, que não muda nenhum dos dois mas os complementa
E dá ao caminhante a possibilidade de ficar entre eles e descobrir que juntos formaram um caminho maior, e quanto maior o caminho mais belo o horizonte...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Pura realidade

Campinas, Fotografia, 2012.

João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou-se com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.

Quadrilha - Carlos Drummond de Andrade

domingo, 20 de novembro de 2011

Hein?

Óleo sobre tela, 2003.

Há surpresas que nos tiram o chão... há surpresas que não são tão inesperadas e mesmo assim causam sofrimento. Há surpresas boas que nos deixam vários dias alegres. Fico em dúvida de qual a melhor sensação: surpreender  de uma maneira boa alguém que amo, ou ser surpreendida?
Quanto as surpresas ruins creio que existem para que a gente possa valorizar as boas... e também pra gente treinar nossa capacidade de "reviver". Do contrário eu realmente não imagino outra finalidade.