segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Sobre...



Praia da Fortaleza- Ubatuba, Fotografia, 2012

Sobre uma sensação que não pode ser explicada... 
Sobre uma felicidade que não se sabe como e quando vem...
Sobre alegrias que só se conhecia de ouvir falar...
Sobre sonhos que se realizam...
Sobre alguém que surge e dá sentido ao que estava esquecido...

...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Impulso

Hortolândia, Fotografia, 2011.

Procurei palavras o dia todo, cansada, resolvi procurar frases prontas, também não encontrei. Então resolvi que devia desabafar com alguém, mas sem palavras e frases como faria isso? Cheguei a uma conclusão devo estudar Física, eu quero tanta coisa e eu tenho a tal força potencial me falta um tal de impulso, onde eu consigo isso? Dias sem impulso, deixam a consciência pesada e os outros dias da semana sobrecarregados. Tenho poucas horas, muitas tarefas a serem feitas, nenhum impulso... E pra ajudar aquela saudadezinha que teima em continuar aqui, saudadezinha medíocre, nem pra me fazer chorar serve! Quando a gente chora a dor ameniza, muitas vezes desaparece por um tempo, mas quando a gente não chora ela fica e atrapalha tudo que a gente faz.... No meio do caminho tinha uma pedra... No meio do caminho tinha uma saudadezinha, pequenininha, assim do tamanho de um botão... 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Depois da saudade



 Diene Neves (série Capitu), 2012

Ainda bem que um dia a saudade ameniza, aos poucos o vento forte e a tempestade vão se tornando brisa, a gente ainda sente mais é suave o suficiente para lembrar que ela esta ali, as lembranças mesmo um tanto quanto recentes, tornam-se como lembranças infantis, um pouco confusas, nebulosas... um sorriso que era tão claro e marcante, juntamente com aqueles olhos que você não se cansava de olhar, se apagam aos poucos, e que dizer do cheiro e da voz? Da presença e das sensações causadas?
Agora eu quase choro, mas antes de chegar, o choro já se foi... estou apenas com o vazio que você deixou, então ouço muitas músicas que falam do que eu sinto em vozes e melodias diferentes, quero que estas musicas me inundem, quero que me completem, quero que preencham o vazio, que tomem meu pensamento e me tragam a esperança de um dia amar outra pessoa. Mais do que tudo quero acreditar que não se ama só uma vez...

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Atrás da linha finalmente

Universidade Estadual de Campinas, Fotografia, 2011


O que se esconde atras do horizonte? A linha imaginária, imóvel, impossível, idivisivel, indiscutivel, interminável, incansável, indiscreta, infinita....................................................................................................
Linha que nos engana, finge que separa o céu do mar e da estrada, mas separa nada, nem existir ela existe, só ilude, inventa, intenta.......................................................................................................
E eu aqui inoscente............................................................
Espero que o horizonte se reinvente, e que as pessoas enfim consigam ver que correr atras do horizonte é vão, mas que infelicidade não contemplar a beleza do céu e suas linhas imaginárias, difusas, e terrivelmente duvidosas!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Afinal o último é sempre o mais intenso...

Estudo de homem 1, desenho: lápis de cor sobre papel, 2012 

Assim eu quereria meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais.
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas.
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume.
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos.
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

O último poema- Manuel Bandeira

sábado, 18 de agosto de 2012

Entre Lautrec e Jeneci....

Giz Pastel Seco sobre papel, 2011


Quem me diz da estrada que não cabe onde termina, da luz que cega quando te ilumina,
da pergunta que emudece o coração
Quantas são as dores e alegrias de uma vida jogadas na explosão de tantas vidas
vezes tudo que não cabe no querer
Vai saber se olhando bem no rosto do impossível o véu, o vento o alvo invisível
se desvenda o que nos une ainda assim
A gente é feito pra acabar, a gente é feito pra dizer que sim
A gente é feito pra caber no mar e isso nunca vai ter fim....


Feita pra acabar- Marcelo Jeneci  

sexta-feira, 20 de julho de 2012

E se?

Campinas, Fotografia, 2011


... ele pudesse me ver?
... ele pudesse me ouvir?
... ele soubesse que ainda o encontro nos meus sonhos?

... ele soubesse que ainda o procuro em outros olhares?
... ele soubesse que ainda é responsável por horas de insônia?
... ele tivesse ideia das horas que passo diariamente pensando nele?
... ele tivesse ideia das infinitas músicas e poemas que já o ofereci?
... ele tivesse ideia dos momentos que poderíamos passar juntos?
... ele tivesse ideia que minha alma busca incessantemente uma maneira qualquer de traze-lo de volta pra mim?
Estou certa de que essas coisas nem passam pela cabeça dele, como é inocente meu Bem-querer, disse que não queria mais vê-lo e ele acreditou, não sabe que pra mim ele tem gosto de chocolate, daqueles que a gente come, repete e depois bate aquela dor na consciência... não é certo, como diria Rita: "é ilegal, é imoral    ou engorda".
E pra aqueles que sempre me veem desabafar e acreditam que eu mudo de amores como quem muda de roupa, sinto decepciona-los, é sempre ele, é que tem dias que dói mais, e corrói, e arde, e pulsa, e transborda e sei lá mais o que. 
Talvez se eu escrevesse uma música pra ele tocar na sua bateria, ou percussão, como ele mesmo dizia... e eu dissesse na letra nada mais importa,  ele saberia que eu escrevi pra ele, e teria a dimensão desse sentimento, que me fez entender a loucura dos amantes e o exagero dos poetas, na verdade a loucura-exagero dos amantes-poetas.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Acho que não disse, digo agora


Thiago Crepaldi e Thaís Cristina Pinheiro, Desenho, 2012
Se fosse você melhor, seria overdose
Se fosse você pior, seria apenas mais uma dose
Mas você é na medida a preferida, a amada para sempre, a definitiva mulher 
A que se quer
Aquela que não é ocasional 
Para o bem ou para o mal
Usufruto
O verdadeiro amor, na plenitude e no luto

Ulisses Tavares

quinta-feira, 17 de maio de 2012

...

Ana Luíza (série Capitu), Fotografia, 2012



Eu pensei que toda forma de tristeza pudesse ser amenizada com um céu azul, mas hoje descobri que não. Hoje descobri que quando se está alegre existem um milhão de cores e formas para expressar essa alegria, entretanto quando a tristeza invade nenhuma delas serve. Quando você sente o coração diminuir no peito se contraindo com força, embora a vontade seja de gritar a voz não sai, as lágrimas fluem como uma nascente, você se sente preso em você mesmo, e pra quem esta preso não há diferença entre sol e chuva.

domingo, 22 de abril de 2012

Necessidade



Todos os dias desenhar é preciso, tem dias que desenhar é imprescindível. Saudades do lápis, do giz,   da caneta, do pincel e do papel, de ver o traço começar no infinito e adquirir forma. Desenho é pensamento, expressão e refúgio, quem faz sente um alivio de um grito que começa na alma, quem vê, para, por um momento mergulha numa espécie de sonho e volta, a maior satisfação para quem desenha é perceber que conseguiu compartilhar seu sonho com alguém mesmo que este tenha sido um triste pesadelo.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Sonho meu... X... Perfeito!

Praia da Fortaleza - Ubatuba, Fotografia, 2012

Estava pensando nas vezes que já abandonei o barco na hora de ter que sair da calmaria da baía e enfrentar o além-mar. Julgava-me inexperiente para me guiar pelas estrelas, fraca demais para remar contra a maré, inconstante demais para não enjoar e sempre optava por ficar. Agora, o mar novamente se aproxima e junto a necessidade de fazer escolhas. Estou muito assustada. E não é por temer os segredos e incertezas que se escondem no grande mar, e sim porque, dessa vez, estou muito curiosa e inclinada a saber o que há do lado de lá...
Ana e o Mar - Anaclara de Castro

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Desejos

Campinas, Fotografia, 2011.


Dizem que em uma relação amorosa alguém sempre ama mais. Creio que isso seja uma verdade, embora seja muito difícil saber quem é o maior beneficiado, já que as pessoas possuem diferentes formas de expressar esse sentimento.
Alguns reclamam que se sentem sempre esse individuo, aquele que mais ama, mas será que esses estão preparados para receber um amor maior? Será que saberiam reconhecer se esse amor estivesse diante deles? Será que saberiam valorizar ou simplesmente diriam: agora é a minha vez de humilhar? Temos que cuidar dos nossos desejos, as vezes eles acontecem.
 Duro é descobrir que não se esta preparado para algo tão esperado. Triste é ter nas mãos o que tanto deseja e simplesmente não saber, doloroso é descobrir depois de perder e infeliz é ter, perder e nunca descobrir que teve.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

... Resistência

Hortolândia, Fotografia e Manipulação, 2011.

O mundo esta em guerra.
Qual sua palavra bélica?
Onde o seu amor emperra?
A guerra começa na sua terra.
Na casa do cotidiano.
No quintal do seu pensamento - insano.
Depois, vira fala.
E cresce em ato mesquinho.
E você atira, sem bala, no inimigo - seu vizinho.
O mundo está em guerra. 
Qual seu verbo que mata?
Qual seu gesto que enterra?

A sua parte - Carmen Moreno

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Em busca do horizonte


Caravela, Óleo sobre tela, 2004
As vezes os caminhos se separam, as vezes os caminhos se cruzam
Umas vezes é pra sempre, outras é pra nunca mais...
Me parece que alguns caminhos possuem imãs de pólos opostos, estão sempre se atraindo
Até formarem uma ponte, que não muda nenhum dos dois mas os complementa
E dá ao caminhante a possibilidade de ficar entre eles e descobrir que juntos formaram um caminho maior, e quanto maior o caminho mais belo o horizonte...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Pura realidade

Campinas, Fotografia, 2012.

João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou-se com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.

Quadrilha - Carlos Drummond de Andrade