segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Afinal o último é sempre o mais intenso...

Estudo de homem 1, desenho: lápis de cor sobre papel, 2012 

Assim eu quereria meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais.
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas.
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume.
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos.
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

O último poema- Manuel Bandeira

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