sábado, 12 de julho de 2014

Independência ou morte

Esperando o sol nascer, Hortolândia, Fotografia, 2014.

Chego a conclusão que uma vitória não é uma sucessão de acertos e sim uma sucessão de derrotas diárias, doloridas e amargas derrotas. O processo é mais ou menos esse:

Primeiras derrotas: a gente chora, grita, se descabela e pensa que vai morrer.

Derrotas seguintes: a gente sente, mesmo não querendo demostrar o desapontamento é visível, acredito que esta é a fase mais difícil, já que a vontade de desistir é mais forte agora, a insegurança bate a porta, você pensa "eu vivi até hoje sem ter alcançado este objetivo, se eu desistir agora continuarei vivendo depois...", e quando você já tentou outras vezes é ainda pior ter que engolir mesmo sem aceitar.

Próximas derrotas: você cria uma certa imunidade, a derrota não te entristece mais, você já é capaz de refletir sobre o que esta acontecendo, até onde seu comportamento, suas atitudes podem estar colaborando para seu fracasso.

Fase final: você já é capaz de corrigir os seus erros e pode até rir deles, mais um pouco e você consegue preveni-los.

Poxa! Como essa fase final demora... e como é difícil não desistir. Infelizmente todos estamos fardados a inúmeras derrotas, mas a vitória só pertence a quem não desiste.


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